Gestão

Três medidas para proteger sua empresa de uma instabilidade econômica

Por 29 de outubro de 2018setembro 27th, 2019Sem comentários

Entre 2014 e 2015, o Brasil enfrentou o auge de uma das maiores crises de sua história. Aos poucos, foi se recuperando a superando os dias mais duros. Mas, independente de sair ou não da recessão, sempre pode aparecer uma instabilidade econômica para assombrar o país e suas empresas, provocando dúvidas, preocupação e, em últimos casos, prejuízos para os empresários e para os governos.

No entanto, as empresas não precisam e não devem ficar esperando esses momentos para agir e tomar uma atitude. Existem medidas que protegem o negócio da instabilidade econômica e permitem uma passagem mais tranquila por esses momentos. Neste texto, vamos mostrar três delas, que, se bem trabalhadas, formarão um escudo protetor difícil de ser superado.

Medidas para se proteger de uma instabilidade econômica

As medidas que vamos indicar aqui estão relacionadas com investimentos, prevenção e meios mais sustentáveis de conseguir recursos para o caixa. O segredo para que elas possam dar certo é adotá-las com base em estudo e evidências sobre a sua empresa.

Análise de crédito e risco

Este é um serviço que dá às empresas mais segurança para fechar seus acordos comerciais. Isso porque ele avalia as condições de os potenciais clientes ou mesmo clientes ativos de honrarem seus compromissos, seja no início de uma relação, seja na ampliação do contrato, quando as responsabilidades aumentam.

Funciona assim: antes de fechar um contrato com algum cliente, você procura uma empresa especializada na análise de crédito e risco. Os profissionais responsáveis, que são especializados, estudam o possível parceiro, avaliam a situação financeira e também a operacional, dando um parecer sobre as condições para fechar o negócio.

Antecipação de recebíveis

Outra forma de se proteger de uma instabilidade econômica, claro, é ter dinheiro em caixa. Mas acontece que inúmeros fatores fazem com isso não aconteça sempre da forma que o empresário imaginou. Por isso, ele precisa recorrer a fontes externas para conseguir recursos, principalmente para capital de giro.

No horizonte do gestor surge, em muitos casos, as opções de empréstimo e financiamento. O problema é que ambas geram um compromisso e contam com juros nem sempre competitivos. É aí que aparece a antecipação de recebíveis, que permite à empresa utilizar um dinheiro que já é dela, mas que entraria apenas futuramente no caixa.

Funciona assim: a empresa realiza uma venda parcelada ou a prazo. Esse dinheiro é dela, mas só vai entrar no fluxo nos meses seguintes. Em vez de esperar, ela pode buscar uma instituição financeira, passar os valores e solicitar uma antecipação. Uma vez que a solicitação é aprovada, você paga uma taxa de deságio e recebe os recursos com menos burocracia e mais agilidade. Tudo sem precisar recorrer a bancos e pagar juros altos.

Investimento em FIDC ou debêntures

Realizar investimentos também é uma forma de se proteger de turbulências, principalmente quando estamos falando de renda fixa, como é caso das debêntures, que são títulos de dívidas emitidos por empresas, e do FIDC (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios), que é aplicação que destina créditos de dívidas a um fundo para render com mais segurança.

Um investimento de renda fixa, ao contrário da variável, não está suscetível à volatilidade do mercado. O dinheiro vai render todos os meses conforme a previsão inicial, o que permite a você ou seu negócio terem um rendimento para além das vendas, decisão capaz de oferecer uma segurança maior em períodos de instabilidade.

Previna-se da recuperação judicial

A recuperação judicial surgiu no Brasil em 2005, com a nova Lei de Falências e Recuperação de Empresas, substituindo a concordata. Quando essa alternativa é acionada, a empresa está pedindo mais uma chance para negociar as dívidas e conseguir dar sequência nas atividades.

Em teoria, esse é um importante instrumento que os empresários podem utilizar para evitar que seus negócios fechem as portas e todo o sonho de uma vida vá por água abaixo. No entanto, os números mostram que não é bem isso que vem acontecendo.

E por que estamos tratando da recuperação judicial? Bom, porque essas medidas que apresentamos neste artigo ajudam sua empresa a não passar pela situação de ter que pedir uma recuperação judicial, que seria o caminho natural de qualquer empresa impactada com muita força por uma instabilidade econômica.

A nossa proposta, portanto, é apresentar caminhos para garantir mais robustez ao seu negócio e permitir que as suas operações ocorram com mais tranquilidade. E isso depende de alternativas existentes no mercado capazes de assegurar os seus recebimentos, os seus rendimentos e a sua relação com os clientes.

Por isso, para conhecer atitudes ligadas à gestão que podem fazer com que seu negócio não chegue ao ponto de precisar entrar em recuperação judicial e possa sobreviver a instabilidades econômicas, elencamos as principais ações a serem tomadas no e-book “Recuperação judicial: o que é e como evitá-la”.

Confira o material e, em caso de dúvida, procure a Valorem. Estamos prontos para esclarecer todos os pontos sobre este assunto! Conte sempre com a gente para melhorar os resultados da sua empresa, deixando ela mais segura e sustentável.

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