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Como funciona um FIDC: entenda todas as etapas desse investimento

Por 25 de maio de 2017setembro 4th, 20204 Comentários

Se você procura investir em renda fixa, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) é uma das melhores opções. Ele é uma aplicação realizada a longo prazo, caracterizada por direcionar pelo menos 50% dos recursos para a compra de direitos creditórios e títulos representativos, originados em operações dos segmentos financeiro, comercial, industrial, arrendamento mercantil e prestação de serviços. Embora seja uma das alternativas que proporciona um retorno melhor nesse modelo de investimento, muitos investidores ainda não entendem como funciona um FIDC. Por isso, vamos explicar tudo para você. Vamos lá?

Antes de focar no FIDC em si, é preciso compreender o que é um fundo de investimento. Trata-se de um condomínio que reúne um grupo de investidores, denominados cotistas. O objetivo é obter ganhos financeiros em conjunto a partir de uma carteira diversificada. De forma mais simples, os cotistas compram uma quantidade de cotas e pagam um administrador para coordenar as tarefas do fundo e gerenciar os recursos. Ao comprar ativos de um fundo, o investidor deve aceitar as regras de funcionamento dele, quando passa a ter os mesmos direitos dos outros cotistas, independentemente de quantas cotas comprou.

E o FIDC? Bom, o diferencial está exatamente no fato de que ele trabalha com direitos creditórios. Isso significa que parte dos recursos é aplicada em recebíveis, como descontos de duplicatas, exportações, aluguéis e crédito consignado. Para que se mantenha funcionando, existem dois tipos de categorias para as cotas: a subordinada e a sênior. A primeira funciona como uma garantia para a segunda. Assim, as cotas seniores têm preferência para resgate, amortização e remuneração em relação às subordinadas.

Além disso, o FIDC também pode ser aberto, quando é possível continuar aplicando ou solicitar o resgate a qualquer momento, ou fechado, quando o resgate de cotas acontece apenas no vencimento do prazo pré-determinado.

Da estrutura à operação: como funciona um FIDC

Para que o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios seja possível, é preciso ter uma estrutura formada por agentes, responsáveis por cada etapa da criação do fundo. Isso inclui desde a venda dos recebíveis até o direcionamento deles para flexibilizar os investimentos dos cotistas. Assim, a estrutura é formada pelos:

  • Cedentes: empresas que geram direitos creditórios, ou seja, aquelas que vendem a dívida;
  • Estruturadores: instituição financeira e escritório de advocacia que são contratados para montar a operação;
  • Custodiantes: também conhecidas como securitizadoras, são empresas responsáveis pelo serviço de custódia e pelo controle dos recebíveis;
  • Administrador: empresas consideradas as responsáveis legais pelo FIDC;
  • Cotistas: investidores do fundo.

Esses agentes participam dos processos que constituem a operação do investimento, que são:

1 – Compra dos recebíveis pela securitizadora

A venda a prazo é uma opção de pagamento que facilita bastante para muitos clientes. No entanto, existem momentos em que a empresa credora precisa de recursos e percebe que teria a quantia necessária se pudesse antecipar o dinheiro das parcelas. Isso evitaria empréstimos nos bancos e, consequentemente, os juros altos. Ela procura, então, uma securitizadora para vender os direitos creditórios de determinadas operações e conseguir o valor do qual precisa por meio da antecipação dos recebíveis.

2 – Aquisição dos direitos sobre recebíveis pelo FIDC

A securitizadora, por sua vez, utiliza os recursos de um dos FIDCs que administra para adquirir os direitos sobre os recebíveis da empresa credora. O resultado é que as parcelas pagas são destinadas mensalmente para o fundo de investimento, de modo que cada cotista tem direito a uma porcentagem dela. A vantagem dessa distribuição entre os investidores é que, se porventura, houver problema de inadimplência, o prejuízo será mínimo para cada participante e o lucro com os investimentos (no quadro geral) será bastante positivo.

3 – Carteira de investimentos é diversificada

Como já dissemos antes, pouco mais de 50% dos recursos de um FIDC é destinado para a compra de recebíveis. A quantia restante é utilizada na diversificação da carteira de investimentos, ou seja, é aplicada em outros tipos de investimentos com renda fixa, como o tesouro nacional. A verba obtida com os direitos creditórios é utilizada, portanto, para aumentar a carteiras dos cotistas. É isso o que vai proporcionar um excelente retorno para os participantes.

O FIDC é uma excelente forma de investimento para pessoas físicas e jurídicas, sendo uma ótima forma de manter o capital sempre em crescimento. Por isso, procure uma securitizadora correta e segura para construir parceria. Na Valorem, por exemplo, você tem um risco relativamente reduzido. Além disso, é possível aumentar o tamanho das operações, os direitos a receber são lastreados e a carga tributária é menor. Entre em contato com nossa equipe e descubra como podemos ajudá-lo.

Junte-se à discussão 4 Comentários

  • Jorge Inácio disse:

    Eu tenho uma restrição no meu nome é fala que é por a fidc eu queria saber exatamente o que se refere!

    • Valorem disse:

      Olá, Jorge. Agradecemos pelo seu comentário.

      Existem FIDCs que compram títulos vencidos de pessoas físicas. Ou seja, pode ser que você tenha comprado algo de uma empresa que vendeu a um FIDC o direito de receber pelo que você comprou dela. Se por uma eventualidade você não conseguiu pagar esta compra, o fundo pode ter negativado o seu nome por não ter recebido. O melhor é entrar em contato com esse fundo para esclarecer qual é a dívida e negociar o pagamento.

  • hendrizal disse:

    queria saber contato do FDC

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